História de Bragança


História de Bragança


 


A história de Bragança está diretamente ligada ao desbravamento e divisão do território nacional em capitanias hereditárias.  Segundo consta, a Expedição de D. Francisco de Souza, em 1601, depois de atravessar o sul de Minas Gerais, avistou o Pico do Lopo (nas imediações da atual cidade de Vargem ) e ali acampou. Esta é a primeira notícia que se tem de alguém ter pisado em parte do território de Bragança por mais de dois séculos. Anos depois, em 1725, Bartolomeu Bueno da Silva (o segundo Anhanguera) registrou a descoberta de ouro na região central do país. E, como conseqüência, o território bragantino ficou sendo passagem obrigatória das Entradas e Bandeiras.  No momento em que a produção de ouro no Brasil estava no auge, a capitania de São Paulo, que havia perdido grande parte de seu território ficando sem ouro para explorar, vê-se obrigada a desenvolver a produção agrícola e industrial. 

Assim, surgiram cidades como  Bragança, Amparo, Mogi Mirim, Casa Branca, Franca, que como outras  pequenas habitações foram construídas pelas passagem dos Bandeirantes.

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        

A FUNDAÇÃO

Antônio Pires Pimentel e sua esposa Ignácia da Silva Pimentel, moradores no então Distrito de Atibaia, em cumprimento de uma promessa, constroem uma capela em louvor a Nossa Senhora da Conceição, numa colina, à margem direita do Ribeirão Canivete (hoje, Lavapés, pequeno afluente do Rio Jaguari ). Segundo se tem conhecimento, Antônio Pires Pimentel estava doente e desenganado pelos médicos. Então, sua esposa fez uma promessa a Nossa Senhora da Conceição pela recuperação do marido, alcançando a graça. Em agradecimento, o casal construiu a capela no alto da colina para venerar a santa. E aquele local, a partir de então, começou a servir de passagem e descanso para tropeiros. E começaram a surgir, ao redor da capela, ranchos e barracas. Assim teve inicio o pequeno povoado que recebeu o nome de Conceição do Jaguary e que tem como data de fundação o dia 15 de dezembro de 1763.

 

EMANCIPAÇÃO

Na verdade, em 1763, quando Pires Pimentel e sua mulher doam um terreno para a construção de uma igreja, já havia no local uma população considerável.  Mas este fato acaba por tornar-se o marco político da fundação da cidade.  Em 13 de fevereiro de 1765, o povoado é reconhecido e recebe o nome de Distrito de Paz e Freguesia de Conceição do Jaguary. Quatro anos depois, Conceição do Jaguary, que pertencia ao município de São Paulo, passou a pertencer à Vila de São João de Atibaia (hoje cidade de Atibaia). Cinco dias depois, Conceição do Jaguary recebeu seu primeiro Vigário e é elevada a Paróquia.  

Apesar da luta de Atibaia contra as pretensões bragantinas, em outubro de 1797  Conceição do Jaguarí consegue finalmente sua emancipação e foi elevada a categoria  de Vila, com o nome de Vila Nova  de Bragança (em homenagem a Dona Maria I, pertencente à Dinastia de Bragança), adquirindo autonomia político-administrativa, desligando-se então de Atibaia.

Aos poucos as barracas dos Bandeirantes iam sendo trocadas por casas de pau a pique. Nessa fase iniciam-se os conflitos entre São Paulo e Minas Gerias pela demarcação de seus territórios e a Vila  torna-se estratégica e fundamental para a capitania paulista. Então a Vila Nova de Bragança, judiciária e administrativamente dependente da Vila de Atibaia, solicita ao governo de São Paulo a emancipação do município vizinho.

 

Em 20 de abril de 1856, foi elevada a categoria de “cidade”, passando a denominar-se Bragança. Três anos depois, 6 de maio 1859, foi criada a Comarca de Bragança compreendendo as cidades de Bragança, Atibaia, Nazaré, Amparo e Santo Antonio do Curralinho (hoje Piracaia), além de Pedra Bela, Pinhalzinho, Vargem e Tuiuti (estas duas últimas desligadas anos mais tarde).

 

As questões dos limites entre São Paulo e Minas Gerais se arrastam durante décadas e somente seriam solucionadas no início do seculo XX. Em 1936 foi resolvida a questão do limite entre os dois estados. Esse conflito durou 205 anos.

 

Em 30 de novembro de 1944, para diferenciar-se da cidade do Pará que tinha o mesmo nome, passou a chamar-se Bragança Paulista. E em virtude de seu excelente clima, em 28 de outubro de 1964, foi elevada à categoria de Estância Climática. Em 24 de fevereiro de 1964, perde parte de seu território, com o desmembramento dos distritos de Vargem, Pinhalzinho e Pedra Bela. Em 17 de abril de 1970, Vargem é reintegrado ao território bragantino. E em 30 de dezembro de 1991, novamente Vargem e também Tuiuti separam-se de Bragança.

Após muitos debates, foi aprovado em 1984 na Secretaria do Interior do Estado de São Paulo projeto de Antonio Sonsin  que torna Bragança Paulista sede de região, compreendendo 16 cidades:  Bragança, Amparo, Atibaia, Águas de Lindóia,  Bom Jesus dos Perdões, Joanópolis, Lindóia, Monte Alegre do Sul, Nazaré Paulista, Piracaia, Pedra Bela, Pinhalzinho, Serra Negra, Socorro, Tuiuti e Vargem

 

 

 

ORIGEM DO NOME

A denominação BRAGANÇA evoca a velha Bragança situada em Portugal, próxima do pequeno rio Fervença, 12 quilômetros da fronteira espanhola. O nome BRAGANÇA refere-se à Casa de Bragança, dinastia reinante em Portugal desde 1640. Oficialmente, data de 28 de novembro de 1797 o edital da criação da “Villa Nova Bragança”

Diz a história, que o nome pode estar atribuído a um português, com o nome de Bragança, que era dono de um rancho para tropeiros, com pastos de aluguel, no bairro do Canivete, em fins do século XVIII. Mas nenhum documento revela ter existido esse tal português. É mais certo que o nome BRAGANÇA foi escolhido muito provavelmente pelo interesse político-financeiro que Portugal tinha em nossa região, devido a proximidade das Minas Gerais, onde o ouro era explorado. Aqui era o “corredor” preferido dos Bandeirantes porque ligava o litoral com as terras do “eldorado”. Então o nome BRAGANÇA pode ter sido uma “bandeira de posse portuguesa” fincada aqui.

 

BRAGANÇA PORTUGUESA

A Bragança portuguesa crescera junto das ruínas da antiga Brigantia, em Portugal.Nos tempos dos romanos já era uma povoação muito importante. Durante as contínuas guerras dos cristãos e árabes, ela foi tomada e saqueada muitas vezes. Pôr isso, o nome Bragança era caro à alma portuguesa, como símbolo de tradição e bravura.

Aqui no Brasil, depois da criação da Nova Bragança em 1797, D Pedro I eleva também à cidade a então Vila de Fortaleza, 1823 (hoje capital do Estado do Ceará), dando-lhe o nome de Cidade da Fortaleza de Nova Bragança. Outra cidade com a mesma denominação surgiria na então província do Pará. Somente em 1944, a nossa cidade passar a chamar-se Bragança Paulista, para diferenciar-se daquela cidade paraense.

 

 

Também o nome Bragança pode ser encontrado nos seguintes lugares: 1) Bragança - rio do Estado do Espírito Santo, afluente da margem direita do Santa Maria; 2) Bragança - baixio situado no oceano a 60 milhas da baía de Guajará, no Estado do Pará; 3) Bragança - ilha do Estado do Pará, entre o Atlântico e a foz do Amazonas, no município de Macapá; e finalmente 4) Bragança – cidade do Estado do Pará, situada à margem esquerda do rio Caetê.

 

 

BRASÃO DE ARMAS

Instituído a 25 de agosto de 1956, o Brasão de Armas de Bragança Paulista, de formato português, redondo, cortado e tripartido, encimado pela coroa da municipalidade - também chamada Torre Municipalista - tem os seguintes significados:

No primeiro canto, à esquerda, o Brasão de Armas da família Pires Pimentel. Verde, com cinco vieiras de prata, em santor; bordadura de prata, carregada com oito cruzes póteas de vermelho. Homenagem aos fundadores da cidade Antônio Pires Pimentel e sua esposa Ignácia da Silva Pires Pimentel.

No segundo canto, à direita, o Brasão de Armas da Casa Real de Bragança (Portugal). Cor de prata com aspas de vermelho, carregado com cinco escudetes de Portugal Antigo. Homenagem a D. João VI, da Casa Real de Portugal, família de Bragança, em cuja honra nossa cidade tomou o nome que hoje ostenta. Logo abaixo, de ouro, uma flor-de-liz azul, homenagem à Nossa Senhora da Conceição, padroeira da cidade (origem do nome Conceição do Jaguary ), denotando a vocação cristã do município.

Aguado de prata, mais abaixo, lembrando que Bragança nasceu à margem do Rio Jaguari.

Dois ramos de café frutados ao natural, lembrando que a produção principal do município é a lavoura do café. Listel de prata, com as letras Ad Altiora, como lema, definindo a índole própria do povo bragantino, com vocação marcada para as coisas mais altas, o que caracteriza seu esforço para a conquista do futuro, no aprimoramento de sua fé e do seu amor ao trabalho.

 



Data: 01/10/2014



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